Mamoplastia

MAMOPLASTIA

Cirurgia Plástica das Mamas

Visa melhorar o aspecto estético das mamas, para o tratamento de certas doenças e na prevenção de problemas causados por mamas muito pesadas, como defeitos posturais, dores nas costas, dificuldade de movimentos, até a prática de exercícios ou esportes.

Redutora:

Quando a mama apresenta-se com excesso de volume. Consiste na retirada de parte da glândula mamaria e pele, assim como reposicionamento das aréolas.

Mastopexia:

Quando a mama apresenta-se ptosada (caída). Consiste na elevação da mama retirando-se o excesso de pele e reposicionamento das aréolas.

PRÉ OPERATÓRIO 

Exames pré- operatórios:    

Hemograma

Coagulograma

Bioquímica: Sódio, Potássio, glicemia, creatinina., SGOT e SGPT

Eletrocardiograma + Risco Cirúrgico (avaliação com cardiologista).

Avaliação com o ginecologista observando a necessidade de realizar  exames complementares para  prevenção do câncer de mama.

Fotografias:

Pré e pós-operatória.

Objetiva a avaliação e programação da técnica cirúrgica a ser usada, assim como a comparação do pré e pós-operatório e a documentação científica.

Consulta pré-anestésica : 

É importante que, previamente a cirurgia o paciente consulte com o anestesiologista. Essa consulta é importante para o paciente adquirir confiança no procedimento anestésico, bem como  informar ao médico possíveis doenças preexistentes e medicações tomadas.           

Tempo de duração do ato cirúrgico: 

Irá depender do tipo de mama a ser operada. Em média 3 horas.

Anestesia:

Depende das condições de cada paciente podendo variar entre: geral, peridural alta ou local mais sedação.

Amamentação:

Em mamas onde o volume a ser ressecado é pequeno ou realiza-se somente a pexia (retirada de pele para suspensão da mama), não há comprometimento da amamentação. Porém nas mamas maiores há um certo prejuízo da amamentação, ou até a  impossibilidade de realizá-la. Portanto, o risco de diminuição da capacidade de lactação é relativo à proporção de glândula mamaria removida durante a cirurgia.

Gravidez:

Caso ocorra uma nova gravidez após a cirurgia, o bom resultado da mamoplastia pode ser preservado pelo controle de peso durante a gestação.

Riscos:

Todo procedimento cirúrgico,envolve riscos.

Os riscos da intervenção cirúrgica, são minimizados com a consulta onde o paciente informa ao médico eventuais problemas de saúde, uso de medicações, fumo, e outros vícios, problemas anestésicos anteriores.

Deve-se realizar todos os exames pré-operatórios e consulta pré-anestésica.

Orientações:  

  • As medicações tomadas devem ser do conhecimento do cirurgião.
  • Suspender com 10 dias de antecedência: AAS (aspirina, Rhonal, Buferim, antigripais), antinflamatórios, anorexígenos (remédios para emagrecer).
  • Não suspender os remédios para doenças crônicas como diabetes, hipertensão e cardiopatias (tomando inclusive no dia da cirurgia).
  • O fumo deve ser reduzido 30 dias pré-operatório e 15 dias pós-operatório.
  • Jejum absoluto por 6 hs antes da cirurgia.
  • Fazer depilação das axilas antes da operação.
  • Internar com pelo menos uma hora de antecedência da cirurgia.
  • Levar para o hospital todos os exames complementares.
  • Levar para o hospital o soutien elástico.
  • Não levar jóias para o hospital.
  • Em caso de doenças agudas como: gripe, febre, infecções (urinária, ginecológicas, vias aéreas, intestinais ou de pele), devem ser comunicadas ao cirurgião com a máxima antecedência.
  • Se o paciente objetiva emagrecer, é mandatório que o faça previamente à cirurgia. 
A RESPEITO DA TÉCNICA 

Cicatrizes:

O tamanho da cicatriz depende do volume a ser reduzido e do grau de ptose da mama, sempre objetivando a menor cicatriz possível.

A cicatriz pode ser em "T" invertido, em “I” ou em “L”.

A cirurgia plástica não é isenta de cicatrizes, procuramos localizá-las em posições anatômicas inaparentes, uma vez que serão permanentes.

A qualidade das cicatrizes depende de vários fatores como: técnica cirúrgica, cuidados pós-operatórios, hereditariedade, segmento do corpo, idade e qualidade de pele da paciente.

As cicatrizes sofrem um processo de evolução. Em cerca de 20 horas a cicatriz já está impermeável, em uma semana os bordos estão aderidos, (podendo iniciar-se a retirada de pontos). Porém elas permanecerão avermelhadas e endurecidas por vários meses, e posteriormente tornar-se-ão macias e adquirirão a cor da pele.

Do 1º ao 12º mês haverá um espessamento natural da cicatriz e uma mudança na sua coloração, passando do vermelho para o marrom, para, em seguida, começar a clarear. Por ser o período menos favorável de evolução cicatricial, é também o que mais preocupa as pacientes.

Certas pacientes podem apresentar uma tendência a cicatrizes hipertróficas ou à formação de quelóides que, dentro do possível, pode ser prevista pelo levantamento de sua vida clínica pregressa e de suas características familiares.

PÓS-OPERATÓRIO

A paciente permanecerá internada por 24 hs,  podendo receber alta até com 12 hs. Ao acordar da anestesia, a paciente estará enfaixada e com drenos que serão retirados antes de sair do hospital. É importante que alguém busque a paciente no hospital e lhe dê apoio em casa, no período pós-cirurgico de duas semanas a um mês.

O curativo será feito no ato operatório, e será trocado com 24 hs, sendo substituído por soutien elástico (soutien especial de sustentação). Ao 3o dia P.O. a paciente retorna para revisão do curativo, e ao 7o  dia P.O. inicia-se a retirada dos pontos que se estenderá até o 21º dia P.O.

Até o 30º dia, o corte apresenta bom aspecto, podendo ocorrer discreta reação aos pontos ou aos curativos.

O micropore deverá cobrir a cicatriz por 45 a 60 dias, sendo trocado semanalmente. Posteriormente a cicatriz deve ser massageada com creme diariamente (conforme a indicação). O uso prolongado de micropore sobre a cicatriz cirúrgica tem como intenção, imobilizar a cicatriz e evitar seu alargamento.

O banho de chuveiro é permitido após 24 hs da alta hospitalar, não sendo necessário trocar os micropores, apenas secá-los bem., com toalhas limpas ( não reutilize as toalhas).

Devido à presença de edema (inchaço) pós-cirurgico no período imediato à cirurgia, é comum observarem-se alteração na consistência e forma da mama.

Uma mamoplastia de evolução normal não deve apresentar dor excessiva e para isso é importante que a paciente obedeça às instruções médicas.

Nas primeiras menstruações seguidas à cirurgia, é frequente a experiência de seios mais aumentados e doloridos que o normal, porém com o passar dos meses essas sensações irão diminuir, assim como desaparecerá a sensação de pequenas agulhadas.

Orientações:

  • Observar repouso relativo nos primeiros 5 dias.
  • Não dirigir por 30 dias.
  • Não fazer esforços físicos por 30 dias. Após este período, pode-se iniciar caminhadas diárias, em horário onde o sol seja brando. Ginástica, andar de bicicleta, musculação ou natação somente devem ser realizadas após 90 dias da operação. Devido ao fato de estar se sentindo bem, a paciente às vezes, pode esquecer-se de que foi operada recentemente, permitindo-se esforços prematuros que poderão trazer prejuízos.
  • Usar o soutien elástico por pelo menos 90 dias, sendo ideal completar 180 dias.
  • Banho de sol, somente após 30 dias e com o uso de filtro solar com FPS > 20. A exposição direta da cicatriz ao sol (Top Less), somente após 1 ano da cirurgia.
  • Atividade sexual após 3 a 4 semanas.
  • Voltar ao consultório para a troca de curativos e controle pós-operatório nos dias e horário marcado.
  • Obedecer rigorosamente à prescrição/orientação médica..
  • Não elevar os braços por 30 dias.

 EVOLUÇÃO PÓS-OPERATÓRIA

No 1º mês, em consequência de edema ou inchaço, comum em qualquer cirurgia, os seios raramente parecem naturais imediatamente após a cirurgia.

Do 1º ao 8º mês é comum a insensibilidade dos mamilos, assim como é possível a presença de maior ou menor grau de edema residual.

Importante salientar que a diminuição da sensibilidade (ou a hipersensibilidade) dos mamilos pode levar até dois anos para voltar ao normal, e, em alguns casos, dependendo do grau de redução da mama, é possível que a insensibilidade da aréola e do mamilo mantenham-se irreversíveis.

Do 8º ao 18º mês é o período no qual a mama vai atingir seu aspecto definitivo, no que diz respeito à cicatriz, forma, consistência, volume e sensibilidade. Portanto, qualquer avaliação do resultado definitivo de uma cirurgia de mamas só poderá ser feito após o período de 18 meses.

 

Lembrete importante: toda cirurgia envolve risco e toda a intervenção com finalidades tanto estéticas quanto reparadoras pode necessitar retoques.

 

Consultar essas instruções tantas vezes quantas se fizerem necessárias, para esclarecer e eliminar perfeitamente suas dúvidas. Restando algum questionamento contatar o cirurgião.

 

 

            

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